Reciclagem ajuda a limpar a cidade

PEV localizado no subsolo do supermercado Pão de Açúcar (R. Maranhão, 846)- por Caio Melo

No período de chuvas fortes, o lixo espalhado na cidade de São Paulo entope bueiros, o que gera enchentes e atrai animais transmissores de doenças. A reciclagem do lixo não orgânico ajuda o meio ambiente e contribui para a limpeza da cidade.

O PEV (posto de entrega voluntária) é apresentado como uma alternativa para a entrega do lixo seco e reciclável. A iniciativa conta com a colaboração da população, estimula a separação do lixo reciclável e facilita a entrega, que pode ser feita em qualquer dia da semana, sem que seja necessária a espera da coleta seletiva. Espalhados por diversos pontos da cidade, o PEV é uma alternativa para a reciclagem do lixo. Os pontos sempre contam com um coletor para separar e organizar o lixo recebido.

Carlos Silveira Santos, 34 anos, coletor do PEV explica.‎ “Aqui a gente recolhe tudo o que der pra reciclar, caixinha de leite, garrafa pet, latinha de cerveja, sacola de plástico…até óleo de cozinha que o povo traz em galão. A gente recolhe todo dia, nem sempre trazem tudo separado, aí eu separo e fecho os sacos.” E apresenta a importância da reciclagem. Geralmente quem traz o lixo aqui é porque já tem essa mentalidade de reciclar porque sabe o monte de problema que o lixo pode causar pro meio ambiente e ainda causa enchente.” 

Veja uma reportagem feita pelo Jornal da Gazeta sobre o lixo e as enchentes.

 

 

Camila Rodrigues

Entulhos invadem calçadas na cidade de São Paulo

Situação da rua no final da feira- Por Caio Melo

  Montes de tijolos, telhas quebradas e partes de móveis ocupam constantemente partes de calçadas e praças de São Paulo. O problema, para irritação de moradores das áreas afetadas, tem piorado com o passar do tempo. A prefeitura do município contabilizou que 80% desse material vêm de entulho, que são jogados irregularmente.

A situação fica mais complicada quando, além de entulho, é jogado lixo orgânico. Junto com materias de construção, provocados por pequenas obras, há pedaços de alimentos, que são jogados aos animais, como no caso de pombos, e resto provenientes de feiras ao ar livre .

A produção de 50 Kg de entulho pode ser colocada junto com os demais lixos. Quando o valor exceder 200 Kg- equivalente a uma caixa d água de 1000 litros – é preciso contratar o serviço de caçambas de uma das 400 empresas cadastradas junto ao Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb). Outra solução para o problema é levar o lixo para um dos 27 Ecopontos da capital. Nesses locais os moradores podem descartar restos de reformas, metais, madeiras, podas de árvores e moveis velhos.

Quem não respeitar com a lei estará sujeito a multa no valor de R$ 500, se for pego jogando entulhos em lugar indevido.

 Acompanhe a reportagem da série “Homem-Lixo” realizada pela rede Record.

Camila Rodrigues

1ª Subway Party São Paulo

 

Neste sábado (21), a partir das 19h, ocorrerá um evento um tanto quanto inusitado na cidade de São Paulo. Mais que uma festa de grandes proporções, ou até mesmo uma festa de um dos maiores promoters da capital, a festa em questão vai além. Ela ocorrerá nos vagões do metrô da estação Conceição. O planejamento foi organizado inteiramente online, pelo blog da festa, Twitter (@subwayparty) e uma comunidade do orkut.

De qualquer maneira, a proposta de dar mais graça à rotina do Metrô está mantida. Segundo o “manual de conduta” disponível no blog da festa, a iniciativa pode ser justificada pelo seguinte motivo: “Nosso objetivo não é festejar na frente dos passageiros, mas sim conectá-los e revitalizar os desgastes de um dia cheio de trabalho. Transformando as costumeiras viagens rotineiras em grandes experiências sociais e motivacionais”.

Por um precinho de apenas R$ 2,55 , às 19h, qualquer pessoa poderá participar. A festa começará já na plataforma da estação Conceição, perto do último vagão, onde todos deverão se encontrar. Se perguntados a que se deve a aglomeração, a resposta deve ser a mesma: “Não sei”. Às 19h15, quando todos estiverem por lá, a festa começa. É só esperar chegar o trem, entrar e dançar, entre uma estação e outra, ao som de um DJ que estará “discotecando” por lá. Quando o trem parar, a música também para e todos fingem que estão usando o metrô apenas para se deslocar pela cidade. Caso haja intervenção dos seguranças, todos devem dispersar e rumar para a estação Sé, na linha vermelha do metrô. O ponto de encontro será na catraca, do lado de dentro, onde todos decidirão em conjunto se a balada deve ser abortada ou não.

E não se esqueça, o consumo de bebidas alcoólicas e o respeito aos passageiros é imprescindível – ou seja, deixados em paz senão quiserem participar. Mesmo com o som no último volume. A festa acaba, literalmente, quando chegar o fim da linha. Neste caso, da linha azul do Metrô. De acordo com o manual, “ao final da festa (chegada na Estação Tucuruvi), todos devem dispersar sem chamar atenção. Seguir seu rumo e ir embora”.

Para aguçar ainda mais a curiosidade do público, vejam o video de uma festa semelhante no Canadá.

 

Ludmilla Aimee e Marília Beatriz

Inspeção Veicular a favor do meio ambiente

Inspeção veicular para conter gases poluentes

O governo de São Paulo enviou à Asssembleia Legislativa um projeto de lei que torna obrigatória à inspeção de todos os veículos do Estado.

O Programa de Inspeção e Manutenção Veicular prestará serviços ao Estado verificando à emissão de gases poluentes e produção de ruídos, que causam um dos problemas na cidade, a Poluição Sonora. Seu obejtivo é manter os veículos dentro do padrão recomendado pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente.

A cidade de São Paulo é a única que realiza esse tipo de fiscalização. A inspeção é feita por uma empresa privada, sua implantação começou no ano passado. A inspeção veicular ambiental será obrigatória a partir de 2010 para todos os veículos fabricados até 2008, independentemente do combustível utilizado na cidade de São Paulo. Com isso, mais de 6 milhões de carros, motos, ônibus e caminhões, produzidos antes de 2003, passam a ser vistoriados no próximo ano.

A iniciativa foi do secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge, publicada no “ Diário Oficial”. Desde a sua criação, em maio de 2008, o programa de inspeção veicular ambiental já fiscalizou mais de um milhão de veículos fabricados entre 2003 e 2008, na cidade de São Paulo.

Camila Rodrigues

Enquete

 

Camila Rodrigues

CategoriasSocial

Kassab anuncia aumento de IPTU para 2010

 

O prefeito de São Paulo anunciou o mais novo reajuste para 2010. Para engordar o orçamento municipal de 2010 em R$ 1,15 bilhão,  Gilberto Kassab (DEM) decidiu aumentar em até 60% o IPTU dos imóveis comerciais em São Paulo. Para os residenciais, o reajuste em até 40%.  Apenas com este reajuste, a prefeitura conseguirá o valor R$ 644 milhões.

O reajuste é, na verdade, na planta genérica de valores, uma tabela que serve de base para o cálculo do valor a ser pago de IPTU e assim, define o valor venal dos imóveis em cada rua da cidade. 

Segundo dados da Folha, a rua Barão de Ladário, localizada no Bás, por exemplo, aponta correção de até 375%. Ela é apenas uma das várias ruas que sofrerão ajustes semelhantes. Apesar disto, o prefeito afirmou que haverá um  número de contribuintes que estarão isentos de pagar o IPTU. Porém, ele não soube dizer a quantidade de contribuintes que estarão isentos nem quantos terão o teto do reajuste.

Além da maior receita obtida com o IPTU, Kassab estima ter mais R$ 200 milhões vindos de um novo programa de incentivo à quitação de dívidas municipais e outros R$ 300 milhões atribuídos à maior arrecadação de tributos como o Imposto sobre Serviços (ISS), ligado diretamente à retomada da atividade econômica, e o sobre Transmissão de Bens Intervivos (ITBI), cobrado dos compradores de imóveis.

 

Marília Beatriz

CategoriasCotidiano, Política

Você têm Aids?

O teste é sigiloso e gratuito

O teste é sigiloso e gratuito

São Paulo dá início a segunda fase da campanha “Fique Sabendo-SP”. A campanha será lançada hoje, dia 16 de novembro de 2009 e terá fim no dia 1° de dezembro. Serão disponibilizados 150 mil testes, entre eles 20 mil testes rápidos, para a população do Estado de São Paulo.

A campanha tem o objetivo de estimular a população, principalmente jovens à fazer o teste anti-HIV. A “Fique sabendo-SP” terá o apoio do Programa Municipal DST/Aids-SP.

“Com acesso facilitado ao teste anti-HIV acompanhado de pré e pós aconselhamento, as pessoas têm a possibilidade, caso descubram ser soropositivas, de iniciarem o seguimento clínico muito mais cedo, aumentando a chance de ter uma melhor qualidade de vida”, explicou Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual DST/Aids-SP., ao site Jornal O Serrano.

Mesmo com muita informação sobre as DST (Doenças Sexualmente Transimssíveis)  e preservativos sendo destribuídos gratuítamente em postos de saúde, os jovens não querem saber de se cuida e a quantidade de adolescentes contaminados pelo vírus da Aids aumenta cada ano que passa. O Ministério da Saúde estima que cerca de  630 mil brasileiros são hoje portadores do vírus HIV. Desses, 255 mil ainda não sabem seu status sorológico. Sabendo disso, a Secretaria da Saúde, por meio da Coordenação do Programa Estadual DST/Aids-SP, realizará hoje a segunda fase da campanha.

Segundo o Jornal O Serrano, 450 municípios já se cadastraram para participar da campanha e o Estado de São Paulo conta com 104 Centros de Testagem e Aconselhamento, entre eles 77 realizam o  teste rápido. 

 O teste anti-HIV é oferecido em todo o país de forma gratuita e sigilosa.  Para informar-se sobre os locais de testagem no Estado de São Paulo, acesse o site: www.crt.saude.sp.gov.br ou ligue para 0800 16 25 50.

Ludmilla Amaral 

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CategoriasServiços, Social

Melhora no vagão, piora na espera

 Diante do cenário calamitoso no embarque nos vagões do Metrô no principal horário da volta para casa dos paulistanos, a secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos (STM) criou a operação “Embarque Melhor”. Após um mês de funcionamento, o que pôde ser visto foi uma diminuição no número de passageiros por embarque e uma melhora na privacidade e conforto da viagem. Porém, há um preço a se pagar por isto. O tempo da espera para embarcar triplica e a lógica de rapidez do metrô se corrompe. A operação “Embarque Melhor” funciona com a ajuda de 200 funcionários treinados, que se comunicam por rádio, e ficam espalhados apontando a direção que os passageiros devem seguir. No chão da plataforma, localizada na entrada dos vagões, foram pintadas bolas amarelas que indicam onde os passageiros devem se posicionar. Inicialmente, em cada cercado era permitido o montante de 30 pessoas, porém este número aumentou para 45. Desta forma o trem chega e é feito o embarque. O novo método de controle, iniciado no dia 28 de Setembro nas estações Sé do Metrô e Tatuapé da CPTM, tem o objetivo de obter uma melhoria significativa nas condições de conforto e segurança do embarque. Ela será realizada entre 17h30 e 19 horas.

A secretaria diz não ter a pretensão de resolver todos os problemas do embarque apenas no primeiro dia da operação, ainda mais pelas condições adversas causadas pela intensa chuva, que fez suspender provisoriamente a operação naquele dia. As primeiras avaliações preliminares foram baseadas em uma análise visual feita pela equipe técnica com base nas fitas de vídeo gravadas na plataforma e por levantamentos realizados por funcionários. Mesmo com a mudança de hábito dos passageiros e os problemas encontrados no primeiro dia de operação (que reduziu a velocidade dos trens da Linha 3-Vermelha do Metrô), houve uma resposta positiva na operação inicial realizada na Sé. Segundo a assessoria de imprensa do Secretário dos Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, todo o trabalho é baseado em pesquisas e dados de oferta e demanda. As pesquisas indicam que o embarque e o desembarque é um momento delicado para os usuários e está entre as principais reclamações. Para 74%, o principal problema é “empurrar os outros”. Já 72% dizem que o problema é “passar na frente dos outros”.

Passadas quase duas semanas da vigência da operação, é possível perceber tanto elogios quanto reclamações por parte dos usuários em relação ao novo sistema. Muitas pessoas dentro do Metrô estão reclamando da demora para embarcar com a nova operação. A espera começa na catraca do metrô. “Sempre essa confusão, essa fila, metrô está assim lá embaixo”, reclama uma passageira.Alguns passageiros preferem a operação devido ao conforto nos vagões, porém também reclamam da demora. “Ficou pior, demora mais. O certo era como antigamente, vinha o trem vazio, esvaziava a estação, aí era bom”, afirma Jerônimo Joventino, comerciante. Outra passageira que embarca nos vagões da Sé no horário do pico, descrito por ela como “inferno” afirma que o Metrô melhorou muito com a nova operação.

Apesar de observado mais reclamações do que elogios, a pesquisa feita pelo Ibespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas) que entrevistou 240 pessoas, aponta que 77,9% afirmam que o controle do embarque na estação Sé deve continuar. “Com a operação, cerca de 45 pessoas entram por vez no vagão, mas quando todas embarcam é liberado o acesso das outras. Cada trem tem a capacidade de transportar 1.600 pessoas, apesar deste número ser superado no horário de pico”, contou a Assessora de Imprensa do Metrô, Denise Moraes. O metrô afirma que a operação de embarque vai ficar definitivamente nas estações Tatuapé da CPTM e Sé do metrô, na linha vermelha, sentido leste. No fim do mês de outubro começou também na estação de trem de Guaianases e na estação Sé do Metrô, na linha azul, sentido sul.

 

 

Ludmilla Amaral

Marília Beatriz

CategoriasServiços

Uma cicatriz na cidade de São Paulo

minhocao10

Cidade de São Paulo- Por Renan Lamarck

Polêmico desde o inicio, o Elevado Costa e Silva, ou simplesmente, para os moradores da cidade de São Paulo, o Minhocão, continua chamando a atenção e segue gerando muita discussão ao seu entorno. Não resta duvida de que o Elevado construído pelo então prefeito Paulo Maluf levou uma serie de problemas para a, já conturbada e marginalizada, região do centro da cidade, em especial a Avenida São João e a Rua Amaral Gurgel. Antigos moradores dessas duas vias tiveram seus imóveis extremamente desvalorizados, por conta do intenso barulho e da constante poluição gerada pelos automóveis, a qualidade de vida nesses pontos ao longo do Elevado só piora.
Ao percorrer praticamente todo o trajeto do Minhocão, a pé e por de baixo do mesmo, salta a vista logo no primeiro olhar o tanto de lixo jogado por ali. Num dos vários montes de lixo acumulados, talvez o maior de todos, próximo a Alameda Glete, um rapaz se aproxima do entulho jogado e sem nenhum pudor arremessa alguns restos de madeira. A deterioração da velha Avenida São João, em toda a extensão que o Elevado caminha junto com ela, é visível. Lá em cima o sol brilha, outras vezes chove, mas embaixo do Minhocão tudo é sempre escuro, sujo, úmido, pessoas dormem perto das vigas de sustentação, o mau cheiro é sentido a longa distancia, a sujeira, em vários níveis, domina o local.

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Elevado Costa e Silva- Por Renan Lamarck

Outro ponto importante a ser abordado na questão do Elevado Costa e Silva, é o barulho. O ronco do motor impaciente de uma motocicleta num semáforo fechado da Rua Amaral Gurgel incomoda por demais, no entanto ali não há apenas uma moto, e tampouco o transito exclusivo da rua é o que mais incomoda, acima, no Elevado, carros passam sem parar, zunindo sob as janelas, a poluição sonora aparece como o grande problema.
Uma saída que constantemente é discutida, mas sem a devida atenção que merece, é a de uma possível demolição do Elevado, para assim melhorar a vida de quem mora nos apartamentos da região, e, conseqüentemente, revitalizar pontos outrora tão importantes de São Paulo. No entanto, nessa questão não entra apenas a qualidade de vida, ou ela fica em segundo plano, pois também, se vê o problema do trânsito caótico da cidade e o custo de uma demolição do Minhocão, que giraria em cerca de 80 milhões de Reais. Enquanto isso, o paulistano aguarda.

Renan Lamarck

A escuridão invade a metrópole

Avenida Paulista durante o apagão

Nesta terça-feira, um apagão atingiu nove estados brasileiros, dentre eles São Paulo. Na capital paulista, usuários do metrô tiveram que caminhar pelos túneis, pessoas ficaram presas nos elevadores, os semáforos desligaram, doentes domiciliares dependentes de aparelhos para sobreviverem tiveram que ser atendidos as pressas pelo serviço de emergência.

A energia utilizada é gerada na usina hidrelétrica de Itaipu, o apagão foi causado por problemas em três linhas que distribuem a energia para o país. Cerca de 21 bairros paulistas ficaram sem luz.

O mal funcionamento de um serviço básico da capital gera diversos outros. Com a interrupção do metrô os usuários lotaram os ônibus da cidade, entretanto, o desligamento dos semáforos causaram congestionamentos, o que fez do retorno para casa uma viagem árdua que exigiu atenção dobrada dos motoristas. Agentes da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), se mobilizaram nos principais cruzamentos da cidade.

O ministro de Minas e Energias, Edison Lobão, declarou que descargas atmosféricas causaram curto circuito nas linhas. O governo federal alega que foi um incidente isolado. O apagão atingiu 60 milhões de pessoas.

 

Cinegrafistas amadores registraram o blecaute

 

Camila Rodrigues

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