Entulhos invadem calçadas na cidade de São Paulo
Montes de tijolos, telhas quebradas e partes de móveis ocupam constantemente partes de calçadas e praças de São Paulo. O problema, para irritação de moradores das áreas afetadas, tem piorado com o passar do tempo. A prefeitura do município contabilizou que 80% desse material vêm de entulho, que são jogados irregularmente.
A situação fica mais complicada quando, além de entulho, é jogado lixo orgânico. Junto com materias de construção, provocados por pequenas obras, há pedaços de alimentos, que são jogados aos animais, como no caso de pombos, e resto provenientes de feiras ao ar livre .
A produção de 50 Kg de entulho pode ser colocada junto com os demais lixos. Quando o valor exceder 200 Kg- equivalente a uma caixa d água de 1000 litros – é preciso contratar o serviço de caçambas de uma das 400 empresas cadastradas junto ao Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb). Outra solução para o problema é levar o lixo para um dos 27 Ecopontos da capital. Nesses locais os moradores podem descartar restos de reformas, metais, madeiras, podas de árvores e moveis velhos.
Quem não respeitar com a lei estará sujeito a multa no valor de R$ 500, se for pego jogando entulhos em lugar indevido.
Acompanhe a reportagem da série “Homem-Lixo” realizada pela rede Record.
Camila Rodrigues
1ª Subway Party São Paulo
Neste sábado (21), a partir das 19h, ocorrerá um evento um tanto quanto inusitado na cidade de São Paulo. Mais que uma festa de grandes proporções, ou até mesmo uma festa de um dos maiores promoters da capital, a festa em questão vai além. Ela ocorrerá nos vagões do metrô da estação Conceição. O planejamento foi organizado inteiramente online, pelo blog da festa, Twitter (@subwayparty) e uma comunidade do orkut.
De qualquer maneira, a proposta de dar mais graça à rotina do Metrô está mantida. Segundo o “manual de conduta” disponível no blog da festa, a iniciativa pode ser justificada pelo seguinte motivo: “Nosso objetivo não é festejar na frente dos passageiros, mas sim conectá-los e revitalizar os desgastes de um dia cheio de trabalho. Transformando as costumeiras viagens rotineiras em grandes experiências sociais e motivacionais”.
Por um precinho de apenas R$ 2,55 , às 19h, qualquer pessoa poderá participar. A festa começará já na plataforma da estação Conceição, perto do último vagão, onde todos deverão se encontrar. Se perguntados a que se deve a aglomeração, a resposta deve ser a mesma: “Não sei”. Às 19h15, quando todos estiverem por lá, a festa começa. É só esperar chegar o trem, entrar e dançar, entre uma estação e outra, ao som de um DJ que estará “discotecando” por lá. Quando o trem parar, a música também para e todos fingem que estão usando o metrô apenas para se deslocar pela cidade. Caso haja intervenção dos seguranças, todos devem dispersar e rumar para a estação Sé, na linha vermelha do metrô. O ponto de encontro será na catraca, do lado de dentro, onde todos decidirão em conjunto se a balada deve ser abortada ou não.
E não se esqueça, o consumo de bebidas alcoólicas e o respeito aos passageiros é imprescindível – ou seja, deixados em paz senão quiserem participar. Mesmo com o som no último volume. A festa acaba, literalmente, quando chegar o fim da linha. Neste caso, da linha azul do Metrô. De acordo com o manual, “ao final da festa (chegada na Estação Tucuruvi), todos devem dispersar sem chamar atenção. Seguir seu rumo e ir embora”.
Para aguçar ainda mais a curiosidade do público, vejam o video de uma festa semelhante no Canadá.
Ludmilla Aimee e Marília Beatriz
Inspeção Veicular a favor do meio ambiente
O governo de São Paulo enviou à Asssembleia Legislativa um projeto de lei que torna obrigatória à inspeção de todos os veículos do Estado.
O Programa de Inspeção e Manutenção Veicular prestará serviços ao Estado verificando à emissão de gases poluentes e produção de ruídos, que causam um dos problemas na cidade, a Poluição Sonora. Seu obejtivo é manter os veículos dentro do padrão recomendado pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente.
A cidade de São Paulo é a única que realiza esse tipo de fiscalização. A inspeção é feita por uma empresa privada, sua implantação começou no ano passado. A inspeção veicular ambiental será obrigatória a partir de 2010 para todos os veículos fabricados até 2008, independentemente do combustível utilizado na cidade de São Paulo. Com isso, mais de 6 milhões de carros, motos, ônibus e caminhões, produzidos antes de 2003, passam a ser vistoriados no próximo ano.
A iniciativa foi do secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge, publicada no “ Diário Oficial”. Desde a sua criação, em maio de 2008, o programa de inspeção veicular ambiental já fiscalizou mais de um milhão de veículos fabricados entre 2003 e 2008, na cidade de São Paulo.
Camila Rodrigues
Kassab anuncia aumento de IPTU para 2010
O prefeito de São Paulo anunciou o mais novo reajuste para 2010. Para engordar o orçamento municipal de 2010 em
R$ 1,15 bilhão, Gilberto Kassab (DEM) decidiu aumentar em até 60% o IPTU dos imóveis comerciais em São Paulo. Para os residenciais, o reajuste em até 40%. Apenas com este reajuste, a prefeitura conseguirá o valor R$ 644 milhões.
O reajuste é, na verdade, na planta genérica de valores, uma tabela que serve de base para o cálculo do valor a ser pago de IPTU e assim, define o valor venal dos imóveis em cada rua da cidade.
Segundo dados da Folha, a rua Barão de Ladário, localizada no Bás, por exemplo, aponta correção de até 375%. Ela é apenas uma das várias ruas que sofrerão ajustes semelhantes. Apesar disto, o prefeito afirmou que haverá um número de contribuintes que estarão isentos de pagar o IPTU. Porém, ele não soube dizer a quantidade de contribuintes que estarão isentos nem quantos terão o teto do reajuste.
Além da maior receita obtida com o IPTU, Kassab estima ter mais R$ 200 milhões vindos de um novo programa de incentivo à quitação de dívidas municipais e outros R$ 300 milhões atribuídos à maior arrecadação de tributos como o Imposto sobre Serviços (ISS), ligado diretamente à retomada da atividade econômica, e o sobre Transmissão de Bens Intervivos (ITBI), cobrado dos compradores de imóveis.
Marília Beatriz
Melhora no vagão, piora na espera
Diante do cenário calamitoso no embarque nos vagões do Metrô no principal horário da volta para casa dos paulistanos, a secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos (STM) criou a operação “Embarque Melhor”. Após um mês de funcionamento, o que pôde ser visto foi uma diminuição no número de passageiros por embarque e uma melhora na privacidade e conforto da viagem. Porém, há um preço a se pagar por isto. O tempo da espera para embarcar triplica e a lógica de rapidez do metrô se corrompe. A operação “Embarque Melhor” funciona com a ajuda de 200 funcionários treinados, que se comunicam por rádio, e ficam espalhados apontando a direção que os passageiros devem seguir. No chão da plataforma, localizada na entrada dos vagões, foram pintadas bolas amarelas que indicam onde os passageiros devem se posicionar. Inicialmente, em cada cercado era permitido o montante de 30 pessoas, porém este número aumentou para 45. Desta forma o trem chega e é feito o embarque. O novo método de controle, iniciado no dia 28 de Setembro nas estações Sé do Metrô e Tatuapé da CPTM, tem o objetivo de obter uma melhoria significativa nas condições de conforto e segurança do embarque. Ela será realizada entre 17h30 e 19 horas.
A secretaria diz não ter a pretensão de resolver todos os problemas do embarque apenas no primeiro dia da operação, ainda mais pelas condições adversas causadas pela intensa chuva, que fez suspender provisoriamente a operação naquele dia. As primeiras avaliações preliminares foram baseadas em uma análise visual feita pela equipe técnica com base nas fitas de vídeo gravadas na plataforma e por levantamentos realizados por funcionários. Mesmo com a mudança de hábito dos passageiros e os problemas encontrados no primeiro dia de operação (que reduziu a velocidade dos trens da Linha 3-Vermelha do Metrô), houve uma resposta positiva na operação inicial realizada na Sé. Segundo a assessoria de imprensa do Secretário dos Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, todo o trabalho é baseado em pesquisas e dados de oferta e demanda. As pesquisas indicam que o embarque e o desembarque é um momento delicado para os usuários e está entre as principais reclamações. Para 74%, o principal problema é “empurrar os outros”. Já 72% dizem que o problema é “passar na frente dos outros”.
Passadas quase duas semanas da vigência da operação, é possível perceber tanto elogios quanto reclamações por parte dos usuários em relação ao novo sistema. Muitas pessoas dentro do Metrô estão reclamando da demora para embarcar com a nova operação. A espera começa na catraca do metrô. “Sempre essa confusão, essa fila, metrô está assim lá embaixo”, reclama uma passageira.Alguns passageiros preferem a operação devido ao conforto nos vagões, porém também reclamam da demora. “Ficou pior, demora mais. O certo era como antigamente, vinha o trem vazio, esvaziava a estação, aí era bom”, afirma Jerônimo Joventino, comerciante. Outra passageira que embarca nos vagões da Sé no horário do pico, descrito por ela como “inferno” afirma que o Metrô melhorou muito com a nova operação.
Apesar de observado mais reclamações do que elogios, a pesquisa feita pelo Ibespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas) que entrevistou 240 pessoas, aponta que 77,9% afirmam que o controle do embarque na estação Sé deve continuar. “Com a operação, cerca de 45 pessoas entram por vez no vagão, mas quando todas embarcam é liberado o acesso das outras. Cada trem tem a capacidade de transportar 1.600 pessoas, apesar deste número ser superado no horário de pico”, contou a Assessora de Imprensa do Metrô, Denise Moraes. O metrô afirma que a operação de embarque vai ficar definitivamente nas estações Tatuapé da CPTM e Sé do metrô, na linha vermelha, sentido leste. No fim do mês de outubro começou também na estação de trem de Guaianases e na estação Sé do Metrô, na linha azul, sentido sul.
Ludmilla Amaral
Marília Beatriz






